Teoria da redação.
Introdução
A redação no vestibular, ou em qualquer tipo de concurso, certamente já causou muito mais horror, tremores faniquitos e bloqueios do que hoje. Descarte, passou o tempo, aprendeu-se a conviver com ela, mas não se lhe descobriram o segredo, não se lhe assinalaram as técnicas, não se lhe adquiriu o sabor gratificante da convivência: tornou-se conhecida, mas não íntima.
O vestibular nos exige muito mais que garatujas, rabiscos, arremedos de comunicação verbal lançados no papel.
As falhas, sabemo-las, são de base. A reforma do ensino, com distanciamento da cultura humanística, assolou o debilitado saber, contribuindo muito mais para um ensino pragmático que se coloca adverso -ao gosto pelas letras-.
E comunicarmo-nos é criar. É oferecer a outrem as nossas ideias, as nossas opiniões, as nossas experiencias de vida. É mostrar a nossa cultura e personalidade. A comunicação escrita, muito mais que a oral, é o nosso auto-retrato.
A redação surge como um verdadeiro espelho do que somos - é o peso de nossa bagagem cultural. Ora, entendendo-a, mesmo que inconscientemente, como reflexo da nossa bagagem formativa, como reflexo - do que sou-, parece-nos formal a reação instintiva de detestá-la, de abstraí-la de nosso dia-a-dia, pois seria normal o regozijo por uma redação que nos lembrasse todas as limitações de que somos possuidores.
E, ainda por cima, com nosso nome e assinatura... É demais!
Nenhum comentário:
Postar um comentário